Como avaliar riscos psicossociais na empresa de acordo com a NR-1

A avaliação de riscos psicossociais deve analisar as condições, a organização e a gestão do trabalho para identificar fatores que possam representar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.Com a nova redação da NR-1 em vigor desde 26 de maio de 2026, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a integrar expressamente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).Para profissionais de RH, gestores e áreas de Saúde e Segurança do Trabalho, uma das principais dúvidas é prática: como fazer essa avaliação?

A resposta não está em simplesmente comprar um questionário ou realizar uma pesquisa de saúde mental.

É necessário compreender o trabalho real, identificar os fatores existentes, avaliar os riscos, definir prioridades e estabelecer medidas de prevenção.

Para empresas de São José dos Campos, Vale do Paraíba e região, esse processo precisa considerar as características específicas de cada atividade, setor e grupo de trabalhadores.

O que significa avaliar riscos psicossociais?

Avaliar riscos psicossociais significa identificar fatores relacionados ao trabalho que possam causar danos e analisar o nível de risco associado a essas condições.

A avaliação não deve ter como objetivo simplesmente descobrir quem está estressado, ansioso ou emocionalmente sobrecarregado.

O foco deve estar nas condições em que o trabalho acontece.

Algumas perguntas importantes são:

  • A quantidade de trabalho é compatível com o tempo disponível?
  • As equipes possuem recursos suficientes?
  • As funções estão claramente definidas?
  • Existe autonomia adequada?
  • Os trabalhadores recebem apoio das lideranças?
  • Existem conflitos recorrentes?
  • Há situações de assédio?
  • Como são conduzidas mudanças organizacionais?
  • Existem problemas de comunicação?
  • Os trabalhadores conseguem participar das decisões relacionadas ao próprio trabalho?

Essas perguntas ajudam a direcionar a investigação, mas não substituem uma metodologia estruturada.

Qual é a diferença entre identificar e avaliar riscos psicossociais?

Identificar significa reconhecer que determinado fator está presente. Avaliar significa analisar o risco associado a esse fator.

Por exemplo, uma empresa pode identificar que determinada equipe apresenta excesso de demandas.

A próxima etapa é avaliar:

  • Com que frequência isso acontece;
  • Há quanto tempo ocorre;
  • Quantos trabalhadores estão expostos;
  • Qual é a intensidade da situação;
  • Quais consequências podem ocorrer;
  • Quais medidas de prevenção já existem;
  • Se essas medidas são suficientes.

Essa diferença é importante porque uma lista de problemas não constitui, sozinha, uma avaliação completa de riscos.

Quais são as etapas para avaliar riscos psicossociais?

Um processo estruturado pode envolver as seguintes etapas:

  1. Conhecer a organização e os processos de trabalho;
  2. Definir grupos e setores que serão analisados;
  3. Realizar o levantamento preliminar de perigos;
  4. Identificar fatores de risco psicossociais;
  5. Ouvir os trabalhadores;
  6. Utilizar métodos adequados de coleta de informações;
  7. Avaliar e classificar os riscos;
  8. Registrar os resultados;
  9. Definir medidas de prevenção;
  10. Elaborar ou atualizar o plano de ação;
  11. Implementar as medidas;
  12. Acompanhar sua eficácia;
  13. Revisar o processo sempre que necessário.

A avaliação não deve ser tratada como uma ação pontual.

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é um processo contínuo.

1. Comece entendendo como o trabalho realmente acontece

A avaliação precisa partir do trabalho real, e não apenas do que está previsto em cargos, procedimentos ou organogramas.

Uma descrição de função pode dizer que determinado profissional realiza cinco atividades.

Na prática, ele pode estar realizando dez.

Um procedimento pode determinar que determinada tarefa leva uma hora.

Na rotina, falhas de sistema ou processos internos podem fazer com que ela leve três.

Por isso, é necessário entender:

  • O que os trabalhadores realmente fazem;
  • Como executam suas tarefas;
  • Quais dificuldades enfrentam;
  • Quanto tempo possuem;
  • Quais recursos estão disponíveis;
  • Como recebem orientações;
  • Como as decisões são tomadas;
  • Como as atividades são distribuídas.

A Fundacentro também destaca a importância de analisar a organização e a gestão do trabalho e considerar o ponto de vista dos trabalhadores.

2. Separe os grupos de trabalhadores

Nem todos os trabalhadores de uma empresa estão expostos às mesmas condições.

Por isso, pode ser necessário avaliar grupos diferentes.

Por exemplo:

  • Produção;
  • Administrativo;
  • Comercial;
  • Atendimento;
  • Lideranças;
  • Trabalhadores remotos;
  • Equipes de turno;
  • Profissionais de campo;
  • Áreas técnicas.

Uma média geral da empresa pode esconder problemas concentrados em determinados setores.

Imagine uma organização em que 80% dos trabalhadores apresentam boas condições, mas uma pequena equipe está submetida continuamente a sobrecarga e conflitos.

Uma análise global pode diluir esse problema.

3. Identifique os fatores de risco psicossociais

A avaliação deve investigar fatores presentes na organização e nas condições de trabalho.

Entre os exemplos estão:

  • Sobrecarga;
  • Subcarga;
  • Baixa autonomia;
  • Falta de apoio;
  • Falta de clareza sobre funções;
  • Assédio;
  • Violência;
  • Conflitos profissionais;
  • Baixo reconhecimento;
  • Percepção de injustiça;
  • Mudanças organizacionais mal conduzidas;
  • Problemas de comunicação;
  • Trabalho remoto ou isolado;
  • Demandas emocionais elevadas.

Essa lista é apenas uma referência.

Cada empresa precisa identificar o que está realmente presente em sua realidade.

4. Ouça os trabalhadores

A participação dos trabalhadores é essencial porque são eles que conhecem a experiência real da atividade.

A empresa pode criar diferentes formas de participação.

Entre elas:

  • Entrevistas;
  • Reuniões estruturadas;
  • Grupos de discussão;
  • Questionários;
  • Observação do trabalho;
  • Conversas com equipes;
  • Participação da CIPA;
  • Relatos e canais internos.

A escuta precisa acontecer de maneira que favoreça respostas verdadeiras.

Se o trabalhador acredita que poderá sofrer consequências por relatar um problema, a qualidade das informações tende a ser comprometida.

5. Escolha uma metodologia adequada

A NR-1 não determina uma única ferramenta obrigatória para avaliar riscos psicossociais.

A metodologia deve ser adequada à natureza e à complexidade das atividades da empresa.

Ela pode combinar abordagens quantitativas e qualitativas.

Métodos quantitativos

Podem envolver questionários estruturados, escalas e análise de indicadores.

Métodos qualitativos

Podem envolver entrevistas, grupos de discussão, observação do trabalho e análise das atividades.

Em muitos casos, a combinação das duas abordagens permite uma compreensão mais completa.

Questionário de riscos psicossociais é obrigatório?

Não existe um questionário único obrigatório estabelecido pela NR-1.

Um questionário pode ser útil, desde que seja tecnicamente adequado e faça parte de uma estratégia mais ampla.

O problema aparece quando a empresa acredita que basta enviar um formulário aos funcionários e arquivar o resultado.

A aplicação isolada de um questionário não substitui:

  • Análise do trabalho;
  • Identificação dos perigos;
  • Avaliação dos riscos;
  • Definição das medidas preventivas;
  • Acompanhamento das ações.

É melhor usar questionário anônimo?

O anonimato pode favorecer respostas mais espontâneas em algumas situações, mas a decisão depende da metodologia utilizada.

Quando a empresa trabalha com grupos pequenos, também é necessário ter cuidado para não permitir identificação indireta das pessoas.

Além disso, qualquer coleta envolvendo dados pessoais ou informações sensíveis deve considerar as regras aplicáveis de proteção de dados.

O mais importante é garantir segurança, confidencialidade adequada e confiança no processo.

Pesquisa de clima pode ser utilizada?

Sim, como fonte complementar de informação, mas não deve ser automaticamente considerada uma avaliação completa de riscos psicossociais.

Uma pesquisa de clima pode indicar problemas de liderança, confiança, reconhecimento ou comunicação.

Esses dados podem ajudar a direcionar a investigação.

Mas a avaliação de riscos possui finalidade própria dentro da gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.

6. Analise os indicadores que a empresa já possui

Uma empresa pode possuir muitas informações importantes antes mesmo de iniciar uma nova pesquisa.

Alguns indicadores que podem ser analisados são:

  • Absenteísmo;
  • Afastamentos;
  • Rotatividade;
  • Horas extras;
  • Acidentes;
  • Erros operacionais;
  • Pedidos de desligamento;
  • Pedidos de transferência;
  • Queixas;
  • Denúncias;
  • Conflitos;
  • Indicadores de produtividade;
  • Resultados de pesquisas anteriores.

Esses dados não devem ser interpretados isoladamente.

O objetivo é identificar padrões.

O que significa procurar padrões?

Imagine que a rotatividade geral de uma empresa seja considerada normal.

Quando os dados são separados por setor, porém, aparece uma equipe com número muito maior de desligamentos.

Ao investigar, o RH percebe que aquele mesmo setor apresenta:

  • Horas extras frequentes;
  • Queixas sobre liderança;
  • Dificuldade de contratação;
  • Afastamentos;
  • Conflitos recorrentes.

Nenhum desses indicadores, sozinho, explica a situação.

Mas a combinação deles pode mostrar que aquele grupo precisa de uma análise mais aprofundada.

7. Observe a liderança e a gestão das equipes

A maneira como as pessoas são gerenciadas pode influenciar diversos fatores psicossociais.

Na avaliação, é importante observar:

  • Como as metas são comunicadas;
  • Como o trabalho é distribuído;
  • Como são definidos os prazos;
  • Como são dados feedbacks;
  • Como conflitos são tratados;
  • Quanto apoio existe;
  • Qual autonomia os trabalhadores possuem;
  • Como mudanças são conduzidas.

Isso não significa avaliar se o gestor é “bom” ou “ruim”.

O objetivo é analisar práticas concretas de gestão.

8. Considere a intensidade, frequência e duração da exposição

Um mesmo fator pode representar níveis diferentes de risco dependendo de como ocorre.

Uma semana de alta demanda durante um projeto excepcional é diferente de trabalhar continuamente em sobrecarga durante meses.

Um conflito pontual é diferente de uma relação marcada diariamente por hostilidade.

Por isso, a avaliação deve considerar:

  • Intensidade;
  • Frequência;
  • Duração;
  • Probabilidade de ocorrência;
  • Consequências possíveis;
  • Número de trabalhadores expostos.

9. Classifique e priorize os riscos

Depois de identificar e avaliar os fatores, é necessário definir prioridades.

Nem todos os riscos poderão receber a mesma atenção ao mesmo tempo.

A priorização ajuda a direcionar recursos para situações mais relevantes.

Por exemplo, uma organização pode identificar:

  • Problema moderado de comunicação em um setor;
  • Sobrecarga elevada em outro;
  • Denúncias de assédio em uma terceira área.

As ações e prioridades serão diferentes.

10. Registre os resultados no processo de gestão

Os resultados da identificação e avaliação precisam ser integrados à documentação pertinente do gerenciamento de riscos ocupacionais.

O PGR é a materialização documental do GRO e inclui, no mínimo:

  • Inventário de Riscos Ocupacionais;
  • Plano de Ação.

O inventário reúne informações relacionadas à identificação de perigos e avaliação dos riscos.

O plano de ação estabelece as medidas que precisam ser implementadas, aprimoradas ou mantidas.

11. Crie um plano de ação

A avaliação só faz sentido quando conduz a medidas concretas de prevenção.

O plano pode estabelecer:

  • Qual risco será tratado;
  • Qual ação será realizada;
  • Quem será responsável;
  • Qual é o prazo;
  • Quais recursos serão necessários;
  • Como o resultado será acompanhado.

As medidas precisam atuar sobre as causas identificadas.

Um exemplo: avaliação de sobrecarga

Imagine uma equipe comercial com queixas frequentes de excesso de trabalho.

Uma avaliação adequada poderia investigar:

  • Quantidade de clientes por profissional;
  • Número de tarefas;
  • Metas;
  • Horas extras;
  • Prazos;
  • Ferramentas utilizadas;
  • Número de profissionais disponíveis;
  • Demandas administrativas;
  • Reuniões;
  • Interrupções durante o trabalho.

Os trabalhadores também seriam ouvidos.

Depois da análise, a empresa poderia descobrir que boa parte da sobrecarga não vem das metas comerciais, mas de atividades administrativas manuais que consomem horas da equipe.

A medida preventiva poderia envolver melhoria de processos ou automação dessas tarefas.

Esse exemplo mostra por que a avaliação precisa investigar a causa real.

Um exemplo: problemas de liderança

Imagine um setor com alta rotatividade e queixas frequentes sobre a liderança.

A avaliação pode investigar:

  • Como são distribuídas as tarefas;
  • Como os feedbacks são realizados;
  • Se existem critérios claros;
  • Como conflitos são tratados;
  • Se existe comunicação agressiva;
  • Se os trabalhadores possuem autonomia;
  • Se as metas são compatíveis com os recursos.

A solução pode envolver desenvolvimento da liderança, revisão de processos, acompanhamento da equipe e mudanças na organização do trabalho.

O que fazer depois de avaliar?

A empresa deve transformar os resultados da avaliação em medidas de prevenção.

Dependendo do problema, isso pode incluir:

  • Reorganizar tarefas;
  • Redimensionar equipes;
  • Rever metas;
  • Melhorar processos;
  • Aumentar autonomia;
  • Desenvolver lideranças;
  • Melhorar comunicação;
  • Prevenir e enfrentar assédio;
  • Aprimorar canais internos;
  • Reorganizar jornadas;
  • Melhorar suporte aos trabalhadores.

Treinamento resolve riscos psicossociais?

Treinamento pode fazer parte da solução, mas não deve ser usado para substituir mudanças necessárias nas condições de trabalho.

Se o problema identificado é falta de clareza na gestão, treinamento pode ajudar.

Se o problema é assédio, ações de prevenção e desenvolvimento podem fazer parte da resposta.

Mas se a principal causa é uma equipe permanentemente insuficiente para o volume de trabalho, ensinar técnicas de controle do estresse não elimina o risco.

Quem deve participar da avaliação?

Dependendo da estrutura da empresa, podem participar:

  • Profissionais de SST;
  • RH;
  • Lideranças;
  • SESMT;
  • CIPA;
  • Profissionais especializados;
  • Trabalhadores;
  • Representantes dos trabalhadores.

A organização precisa garantir conhecimento técnico adequado à natureza e à complexidade dos riscos avaliados.

O RH pode realizar a avaliação sozinho?

O RH pode contribuir significativamente, mas a gestão dos riscos ocupacionais não deve ser tratada como responsabilidade exclusiva dessa área.

A integração entre RH e SST é especialmente importante.

O RH possui acesso a indicadores organizacionais e informações sobre pessoas.

A SST possui metodologia relacionada ao gerenciamento dos riscos ocupacionais.

As duas áreas, junto com os trabalhadores e gestores, podem construir uma compreensão mais completa.

A avaliação precisa ser refeita?

Sim. O gerenciamento de riscos é contínuo.

A avaliação precisa ser revista conforme os critérios e situações previstos na NR-1, especialmente quando mudanças alterarem os riscos existentes ou criarem novos riscos.

Isso pode acontecer, por exemplo, após:

  • Reestruturação;
  • Fusão;
  • Mudança significativa de equipe;
  • Implantação de nova tecnologia;
  • Alteração de processos;
  • Mudança de jornada;
  • Transformação do modelo presencial para híbrido ou remoto;
  • Implementação de medidas que precisem ter sua eficácia avaliada.

O PGR deve acompanhar a realidade da organização.

Quais erros evitar na avaliação de riscos psicossociais?

  • Aplicar um questionário e encerrar o processo;
  • Copiar a avaliação de outra empresa;
  • Avaliar toda a organização como um único grupo;
  • Ignorar diferenças entre setores;
  • Não ouvir os trabalhadores;
  • Buscar apenas sintomas individuais;
  • Transformar RH em responsável exclusivo;
  • Não analisar a organização do trabalho;
  • Realizar a avaliação sem plano de ação;
  • Não acompanhar se as medidas funcionaram.

Como avaliar riscos psicossociais em São José dos Campos e Vale do Paraíba?

A metodologia precisa considerar as características específicas da empresa, independentemente da localização.

São José dos Campos e o Vale do Paraíba possuem grande diversidade econômica.

A região reúne indústrias, empresas de tecnologia, saúde, educação, serviços, comércio, logística e organizações de pequeno, médio e grande porte.

Isso significa que fatores de risco também podem se apresentar de maneiras diferentes.

Uma indústria pode precisar analisar turnos, metas de produção, comunicação e organização das equipes.

Uma empresa de tecnologia pode enfrentar alta demanda cognitiva, mudanças rápidas, prazos e trabalho híbrido.

Hospitais e serviços de saúde podem possuir alta demanda emocional e jornadas específicas.

Empresas de atendimento podem lidar com conflitos frequentes com clientes e pressão por produtividade.

Por isso, empresas de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Taubaté e demais cidades do Vale do Paraíba precisam construir uma avaliação conectada ao próprio trabalho.

Como a Kety NeuroAcademia pode apoiar esse processo?

A avaliação técnica de riscos psicossociais faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção.

Dentro desse processo, preparar RH, lideranças e equipes para compreender comportamento humano, relações profissionais, saúde emocional e organização do trabalho pode contribuir para a implementação das ações necessárias.

A Kety NeuroAcademia, em São José dos Campos, desenvolve soluções de educação corporativa voltadas à compreensão do comportamento, saúde emocional e desenvolvimento de lideranças.

As ações podem contribuir para ampliar a percepção de gestores e trabalhadores sobre os fatores psicossociais e fortalecer uma cultura de prevenção dentro das organizações.

Se sua empresa está em São José dos Campos ou no Vale do Paraíba e busca preparar RH, gestores e equipes para lidar com riscos psicossociais e NR-1, fale com a Kety NeuroAcademia.

Perguntas frequentes sobre avaliação de riscos psicossociais

Como avaliar riscos psicossociais na empresa?

A avaliação deve identificar fatores relacionados à organização e às condições de trabalho, analisar os riscos associados, ouvir os trabalhadores, utilizar métodos adequados e transformar os resultados em medidas de prevenção.

É obrigatório aplicar questionário?

Não existe um questionário único obrigatório estabelecido pela NR-1. A metodologia precisa ser adequada às características e à complexidade da organização.

Pesquisa de clima pode ser usada?

Sim, como fonte complementar. Porém, não deve ser automaticamente considerada uma avaliação completa dos fatores de risco psicossociais.

O RH pode fazer a avaliação?

O RH pode contribuir, mas o processo de gerenciamento dos riscos deve contar com integração das áreas pertinentes e conhecimento técnico adequado.

É necessário ouvir os trabalhadores?

A participação dos trabalhadores é fundamental para compreender o trabalho real e identificar situações que podem não aparecer apenas na análise documental.

É preciso avaliar todos os funcionários individualmente?

O foco não é realizar diagnóstico clínico individual. A avaliação considera as condições de trabalho e os grupos de trabalhadores expostos.

O que fazer depois da avaliação?

Os riscos identificados precisam ser priorizados e gerar medidas de prevenção, responsáveis, prazos e acompanhamento da eficácia das ações.

Os resultados precisam entrar no PGR?

Quando aplicável, as informações resultantes da identificação e avaliação dos riscos devem integrar o processo de gerenciamento e sua documentação pertinente, incluindo inventário de riscos e plano de ação.

A avaliação precisa ser atualizada?

Sim. O gerenciamento de riscos é contínuo e deve acompanhar mudanças nas atividades, processos, condições e organização do trabalho.

Empresas de São José dos Campos precisam fazer essa avaliação?

As Normas Regulamentadoras possuem aplicação nacional para as organizações abrangidas. Portanto, empresas de São José dos Campos e do Vale do Paraíba devem considerar os fatores de risco aplicáveis à sua realidade.

Conclusão

Avaliar riscos psicossociais não significa apenas aplicar uma pesquisa sobre saúde mental.

O processo começa por compreender como o trabalho realmente acontece.

É necessário observar demandas, autonomia, liderança, comunicação, apoio, relações profissionais, assédio, mudanças organizacionais e outros fatores relacionados às condições de trabalho.

Depois, esses fatores precisam ser avaliados, priorizados e transformados em ações concretas de prevenção.

A pergunta mais importante não é apenas “como nossos funcionários estão se sentindo?”, mas também “o que existe na maneira como o trabalho está organizado que pode estar produzindo risco?”.

Essa mudança de perspectiva é essencial para transformar a NR-1 em um processo real de prevenção, e não apenas em mais um documento dentro da empresa.

Fontes técnicas consultadas

  • Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora nº 1.
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, 2026.
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Perguntas e Respostas sobre o Capítulo 1.5 da NR-1, GRO/PGR, 2026.
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho.
  • Fundacentro: Diretrizes para aplicar a NR-1 com inclusão dos riscos psicossociais, 2026.
  • Norma Regulamentadora nº 17, Ergonomia.

Conteúdo informativo atualizado em setembro de 2026. A avaliação e o gerenciamento dos riscos devem considerar a realidade de cada organização e os requisitos normativos vigentes.

 

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